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Testemunho dos (as) Leigos (as)
24/09/2016
Testemunho dos (as) Leigos (as)

Encontro dos (as) Penitentes Recoletinas Leigos (as) 24 e 25 de Setembro de 2016: Belo Horizonte- MG.

Realizado especificamente no Sitio Recanto de Assis, local de muita paz e acolhimento…
(Bem- aventurados os misericordiosos, porque alcançarão a misericórdia Mt. 5,7)

Olá pessoal, paz e bem!
Queremos em primeiro lugar agradecer a Deus Pai e as Irmãs Penitentes Recoletinas pela maravilhosa acolhida, pela dedicação, doação e carinho que nos proporcionaram durante esses dias. Agradeço particularmente pela oportunidade que tive de poder participar mais uma vez desse enriquecedor encontro. Na certeza de que todos os membros dos grupos retornaram mais fortalecidos na fé, no amor, na misericórdia…
Bem, iniciamos o nosso encontro com muita alegria e empolgação, com a oração da manhã, momento de muita reflexão, animado pelas irmãs Valéria e Cida. Logo em seguida ouvimos a mensagem proclamada pelo Frei Celso, muito profunda, ressaltando a importância da misericórdia. Jesus Cristo, assim como São Francisco e Madre Joana, nos ensina o valor da misericórdia. Devemos amar os nossos irmãos e perdoar sempre, de coração. A misericórdia consiste em não apontar o dedo para os pecados do meu irmão, mas ocultar sempre. Não fofocar da vida alheia e nem falar dos erros dos outros, não podemos atirar pedras se nós também somos pecadores. Pois Jesus misericordioso nos ensina a ser misericordiosos, sem exigir nada em troca. Frei Celso, em suas sábias palavras cita dois evangelhos muito importantes e que nos levaram a refletir sobre o valor da misericórdia: A parábola do Filho Pródigo (Lucas 15, 11-32) e A mulher adúltera (João 8, 1-11). São palavras dele, “Não se pastoreia um rebanho com Leis, mas com misericórdia.” Algo que chamou muito a minha atenção, especificamente. Que aprendamos a ser mais misericordiosos em todos os momentos e circunstancias das nossas vidas, nas nossas famílias, no trabalho, na comunidade, com os vizinhos, com o “estranho”. É necessário que deixemos de lado o orgulho, a maldade, o autoritarismo, a severidade, que muitas vezes endurece e corrói os nossos corações e nos afasta dos ensinamentos do Mestre Jesus. A misericórdia é a certeza de que estamos próximos a Deus, em comunhão com Ele, e a esperança de seu amor para sempre, apesar de nossas fraquezas e condição humana.
A importância do amor incondicional.
(O amor é a saída de si mesmo), nos diz o livro de Madre Joana de Neerinck, fundadora das Irmãs Penitentes Recoletinas (p.25). São João nos ensina em seu evangelho: “Como pode alguém amar a Deus, a quem não vê se não ama a seu irmão, a quem vê?” (Jo 4, 20).
É preciso estar atentos aos nossos irmãos, às suas necessidades, e esforcemo-nos para servi-los, sem interesse, sem querer nada em troca. Façamos como Madre Joana, a eleita de Deus, ela estava sempre com aqueles que ela tinha mais dificuldade, àqueles cuja companhia era desagradável, fazia tudo com amor, pureza de coração e sabedoria, pois como conta em seu livro: “É preciso coragem para amar.”
O nosso encontro teve como alicercei o amor e a misericórdia, como nos ensina Madre Joana, que nunca nos abatemos, e coloquemos sempre o amor em primeiro lugar. Acredito que ao regressarmos para os nossos lares os nossos corações pulsavam mais misericordiosos, mais tolerantes, fortalecidos na fé e felizes. Pois fomos motivados durante o tempo todo a sair de nós mesmos e irmos de encontro ao outro, que Jesus nos ajude a colocar em prática os seus ensinamentos. Fomos tocados pelo Espírito Santo de Deus e Ele conhece a cada um de nós. As Irmãs Marilda e Romilda, nos deixaram uma mensagem muito bonita e reflexiva sobre o amor à Madre Joana:
“Somos apaixonados por Madre Joana, ela é apaixonada por Jesus! Com o Espírito Santo, com Deus intercedendo e Madre Joana, somos fortes, conseguimos o que queremos! Adiante, somos convidados a seguir Madre Joana.”
O nosso muito obrigado a todas as irmãs, que Deus as ilumine e as dê muita sabedoria e perseverança. A nós Penitentes R. leigas, muita força, fé, amor e luz, para seguirmos a nossa caminhada, coragem!

Margarete Jardim Ferreira, Penitente R. Leiga,

grupo Alegria de Servir Araçuaí-MG, 28/09/16. (“O que vem de Deus, traz paz.” Jo 14: 27).

“Fazer Misericórdia”

Foi com grande alegria que participamos do V Encontro Regional dos (as) Penitentes Recoletinas Leigos (as). É muito gracioso ver a alegria e simplicidade de viver a fé de nossos irmãos (as) leigos (as) do norte de Minas.
Voltem sempre. Também é muito motivador o empenho das Irmãs Franciscanas Recoletinas que organizaram esse encontro. A Palestra teve como tema Viver a Relação Fraterna dirigida por Frei Celso OFM, que nos motivou a partir para a prática: A transformação de comportamento, novas maneiras de conviver. A misericórdia restaura a dignidade humana e busca curar a pessoa de dentro para fora. É preciso refletir, muitas pessoas vivem se culpando a vida toda. Perdoar é um ato de misericórdia para conosco e para com o irmão. É difícil cuidar das nossas fraquezas e dificuldades e as dos nossos irmãos. Nossas fraquezas nos ajudam a compreender as dificuldades do outro. Só o perdão nos leva a olhar para um horizonte de esperança e paz; nós cristãos temos a missão de viver e anunciar a misericórdia. O mundo moderno nos leva a distanciar do verdadeiro caminho da misericórdia. São Francisco foi um homem muito prático. O termo usado por ele foi “fazer misericórdia” e também reconheceu a fraqueza do ser humano. E dizia: como somos ríspidos para com as pessoas que pecam!
O que levava Madre Joana viver a misericórdia? Ela reconhecia a fraqueza que nós humanos temos, mas tinha certeza que com a graça de Deus nos tornamos fortes. Dentro dessa busca devemos evitar fofocas que envenenam as relações. Não é preciso ficar mostrando nossas feridas e sim devemos curá-las. E nem se irritar e perturbar com o pecado do outro. Devemos manter oculto o pecado de nosso irmão. Jesus Cristo é a expressão máxima da misericórdia. Todo cristão deve viver a misericórdia. É preciso trabalhar nossos sentimentos. O ciúme causa divisões. A mãe não deve corrigir o filho quando estiver com raiva. Pois, nervosa ela será muito ríspida e isto não é usar de misericórdia. Espere e calmamente busque dialogar e fazer as devidas correções.
O que movia as atitudes de Jesus era a misericórdia, Ele nos chama a segui-lo de uma forma mais decidida. Mas, isto é possível se tivermos um coração aberto, uma participação dinâmica na comunidade. Deus nos concederá a graça para sermos misericordiosos.

Luciana Aparecida da Silva, Edmar Rezende e Enzo da Silva
Grupo Âncora da Esperança- BH

                  Misericórdia
                               Um gostinho de quero mais…

Nos dias 24 e 25 de setembro de 2016, aconteceu o 5º Encontro das Leigas (os) Recoletinas (os). O Palestrante Frei Celso, franciscano OFM, aprofundou o tema viver as relações Fraternas focando a misericórdia. Tivemos uma rica apresentação da espiritualidade de Madre Joana sobre os pilares que sustentaram sua Vida Religiosa, apresentado pela Irmã Marilda e Irmã Romilda.
Pude refletir com o meu esposo Antônio Carlos e o Arthur meu filho, como vivemos mergulhados em nossos “paradigmas”, ou seja, um modelo que nos foi imposto, herdado dos nossos pais, parentes, amigos e sociedade. Como sou igual a São Tomé, preciso ver para crer. Frei Celso na sua simplicidade e humildade mostrou-nos claramente no evangelho vários exemplos de Jesus na vivência da misericórdia, na vida de São Francisco o cuidado: o acolher o próximo com correções fraternas, com muito amor, humildade e misericórdia.
Esses ensinamentos são para viver, não apenas em um dia, mas, em nossa vida toda: é um treinamento, exercício diário, acolher o próximo, saber escutar, ouvir, falar, não julgar para não ser julgado e o principal de tudo é o amor.
Peço ao nosso criador maior Deus, São Francisco de Assis e Madre Joana, que nos ajude a fazer esse exercício diário; nas relações em qualquer ambiente, que as correções fraternas quando necessárias tenham sempre um sabor de quero mais…

Paz e Bem!
Elizete Ferraz
Grupo Recol. Leiga

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